Validação participativa fortalece a conservação marinha na ilha do Fogo
- Emanuel Monteiro
- 3 de mar.
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No âmbito do projeto “Fortalecer a Conservação Marinha em Cabo Verde”, foram realizadas, entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, várias sessões de validação do mapeamento participativo em comunidades costeiras da ilha do Fogo. Esta atividade teve como principal objetivo envolver diretamente os pescadores artesanais na identificação dos locais de pesca, dos impactos das Áreas Marinhas Protegidas (AMPs) e dos desafios associados à criação de novas áreas de conservação.
A primeira sessão de validação aconteceu no dia 17 de dezembro, nas comunidades de São Jorge e Galinheiro, com a participação de 7 pescadores, maioritariamente os mais experientes e ativos da localidade. Já no dia 20 de dezembro, o processo seguiu para a comunidade de Domingo Lobo, onde a validação foi realizada através de entrevistas domiciliares aos pescadores selecionados, respeitando critérios previamente definidos.
O trabalho continuou no dia 07 de janeiro, na comunidade de Relva, com uma participação expressiva de 12 pescadores, e foi concluído nas comunidades de Beltches e Cobom, onde 8 pescadores contribuíram ativamente para a última sessão de validação.
Durante todas as sessões, os pescadores demonstraram grande envolvimento e partilharam conhecimentos valiosos sobre os locais tradicionais de pesca, bem como observações relacionadas com a atividade pesqueira realizada por embarcações semi-industriais. Esses contributos foram fundamentais para enriquecer e corrigir os mapas existentes, garantindo que refletem de forma mais fiel a realidade local.
Como principal resultado desta atividade, foram produzidos novos mapas participativos, acompanhados de relatos detalhados dos pescadores, que irão apoiar o planeamento de medidas de conservação mais justas e eficazes, conciliando a proteção da biodiversidade marinha com os meios de subsistência das comunidades.
Este processo reforça a importância da participação comunitária na gestão dos recursos marinhos e evidencia que a conservação só é sustentável quando construída em conjunto com quem depende diariamente do mar.
Texto: Emanuel Monteiro
Revisão: Marco Paulo
Apoio: Departamento Comunicação e Marketing APV








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