A Avaliação Técnica Intermédia do PaMAR destaca os progressos alcançados e traça o rumo para o futuro
- Aldemiro Pio
- 5 de ago.
- 3 min de leitura

Entre os dias 25 de maio e 5 de junho de 2026, decorreu a Avaliação Técnica Intermédia do Projeto PaMAR, um momento fundamental para analisar os resultados alcançados, identificar desafios e orientar as ações que serão implementadas nos próximos anos. A avaliação incidiu sobre o período compreendido entre novembro de 2023 e março de 2026, permitindo fazer um balanço abrangente da execução do projeto até ao momento.
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No contexto do processo da avaliação, o projeto recebeu a visita do consultor externo Diogo Ferreira, contratado pelo Blue Action Fund para conduzir esta revisão. Ao longo da missão, o consultor reuniu-se com as equipas técnicas da Fauna & Flora, organizações parceiras, instituições governamentais e comunidades beneficiárias, permitindo recolher diferentes perspetivas sobre os progressos e desafios da implementação.
A avaliação teve como principais objetivos:
analisar o grau de cumprimento das metas definidas no desenho do projeto;
avaliar a relevância e o desempenho das intervenções realizadas;
verificar a aplicação das salvaguardas ambientais e sociais;
identificar lições aprendidas que possam contribuir para o fortalecimento das ações futuras, e
gerar recomendações práticas para maximizar o impacto das atividades durante o período restante de implementação.
O processo adotou uma abordagem abrangente, e incluiu a revisão de documentação técnica e programática, entrevistas individuais com atores-chave, possibilitando a oportunidade de darem o seu parecer de forma aberta e transparente, discussões em grupos focais, consultas remotas e visitas de campo a quatro das seis ilhas abrangidas pelo projeto, sendo Santo Antão, São Vicente, Maio e Fogo, incluindo os Ilhéus Rombos. Esta metodologia permitiu obter evidências quantitativas e qualitativas sobre o desempenho das diferentes componentes do PaMAR.
Durante a missão, foram avaliadas atividades relacionadas com a gestão e governança das Áreas Marinhas Protegidas, conservação da biodiversidade, monitorização ecológica, fortalecimento das capacidades institucionais, envolvimento comunitário e promoção de alternativas sustentáveis de rendimento para as comunidades costeiras.
Mais do que um exercício de revisão, a Avaliação Técnica Intermédia contribuiu para promover reflexões honestas e construtivas sobre aspetos passíveis de melhoria, servindo de base para uma revisão colaborativa envolvendo o consórcio e os parceiros do projeto.
Ao analisar os progressos alcançados e os desafios ainda existentes, o processo contribui para fortalecer a implementação do projeto e assegurar que os investimentos realizados continuem a gerar benefícios duradouros para os ecossistemas marinhos e para as comunidades que deles dependem.
Diogo Ferreira, o consultor externo que liderou a Revisão Técnica Intercalar, partilhou as seguintes observações:
‘Em Cabo Verde, vivemos um processo especialmente rico de análise, reflexão e discussão conjunta, que acredito que dará um contributo importante para a implementação do PaMar nos próximos anos e, de forma mais ampla, para o fortalecimento da conservação marinha no país.
Durante os meses de trabalho, destaco a disponibilidade, o empenho e a participação consistente de todos os parceiros envolvidos, bem como a transparência e abertura com que foram abordadas as diferentes questões e desafios. Estes processos trazem inevitavelmente constrangimentos e oportunidades de melhoria, mas são precisamente essas discussões francas e construtivas que permitem reforçar o impacto das intervenções.
Saio de Cabo Verde com uma forte convicção: a qualidade técnica e o profissionalismo dos atores nacionais, aliados ao crescente interesse e apoio de parceiros e doadores internacionais, criam hoje condições muito favoráveis para avançar na agenda da conservação marinha. São oportunidades que não devem ser desperdiçadas.
O PaMar tem potencial para ser uma importante alavanca neste percurso e espero que esta MTR tenha contribuído, ainda que modestamente, para fortalecer esse caminho.’
À medida que o Projeto PaMAR avança para a sua segunda fase de execução, esta avaliação reforça a importância da colaboração entre instituições públicas, organizações da sociedade civil e comunidades locais na construção de uma rede de Áreas Marinhas Protegidas mais eficaz, resiliente e sustentável para Cabo Verde.










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