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Construindo Caminhos para a Cogestão Marinha em Cabo Verde

13 de jul.
2 min de leitura

Atualizado: há 3 dias

Crédito da foto: Katelene Delgado
Crédito da foto: Katelene Delgado

Entre os dias 8 e 11 de junho de 2026, mais de 35 representantes, de instituições públicas, organizações da sociedade civil, associações comunitárias, academia e parceiros de desenvolvimento reuniram-se no Mindelo para uma formação dedicada à ‘Cogestão e Governança Participativa dos Oceanos em Cabo Verde’. A iniciativa foi organizada pela Fauna & Flora, em parceria com a Direção Nacional de Política do Mar e a rede TAOLA+, no âmbito do projeto “Catalisando a Cogestão Marinha em Cabo Verde: Fortalecendo Caminhos para uma Governança Oceânica Inclusiva”, financiado pelo UK International Development do governo do Reino Unido.

 

Esta formação surgiu num momento particularmente importante para o país, após a aprovação do Decreto-Lei n.º 25/2026, que estabelece o novo modelo de cogestão das áreas protegidas da Rede Nacional de Áreas Protegidas. O encontro procurou responder a uma questão central: como transformar os princípios da cogestão numa realidade prática para as comunidades, instituições e ecossistemas marinhos de Cabo Verde? 

 

As discussões destacaram a importância de colocar as comunidades no centro da gestão das Áreas Marinhas Protegidas, reforçando a capacitação, a coordenação institucional e a participação ativa dos utilizadores dos recursos naturais. Os participantes identificaram ainda desafios relacionados com financiamento sustentável, fiscalização, comunicação e implementação efetiva dos planos de gestão. 

 

Um dos temas centrais foi a ligação entre conservação e meios de subsistência. Através da metodologia de Desenvolvimento Participativo de Sistemas de Mercado, foram analisadas oportunidades ligadas à pesca sustentável, ao turismo de base comunitária e à valorização dos produtos locais. Os participantes concluíram que atividades como ecoturismo, alojamento comunitário, trilhas interpretativas e serviços de guia local podem gerar rendimento, criar incentivos para a conservação e fortalecer a cogestão. 

 

A formação demonstrou que Cabo Verde dispõe hoje de uma base sólida para avançar na implementação da cogestão. O próximo passo passa por transformar os compromissos e conhecimentos adquiridos em ações concretas que promovam uma governação marinha mais inclusiva, participativa e sustentável, capaz de gerar benefícios duradouros para as pessoas e para a natureza.


Crédito da foto: Katelene Delgado

 
 
 

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